Tão combatido, jamais vencido
O sentimento do cruzeirense neste fim de ano, mesmo que melancólico por mais uma horrenda campanha na Série B do Campeonato Brasileiro, é de que dias melhores virão. Nessa semana o Cruzeiro fez a solicitação de registro de sua Sociedade Anônima - talvez a única salvação que o clube possa ter. A esperança segundo previsões da diretoria, do presidente Sérgio Santos Rodrigues, e do CEO da XP Pedro Mesquita, é que a venda do clube seja efetuada no primeiro trimestre de 2022.
O perfil que mais deu certo até então na série B para o Cruzeiro Esporte Clube, foi de treinadores experientes. Em 2020, Felipão evitou com que o time caísse para a série C. Em 2021, Luxemburgo fez campanha parecida. Talvez, muito em função do ambiente fragilizado e da pressão descomunal que vive o Cruzeiro. Salários atrasados, cobranças atrás de cobranças, punições da FIFA, instabilidade política e insatisfação do torcedor são alguns dos fatores que descrevem esse momento. De toda forma, o anúncio da permanência de Luxemburgo também nos trás um pouco mais de tranquilidade. A esperança é que finalmente façamos um bom planejamento, e que pensemos em nossas necessidades para a próxima temporada desde agora.
Nesse sentido, a contratação de Alexandre Mattos - que parece bem adiantada e lhe fará ocupar o cargo de CEO do futebol no novo organograma proposto pela SAF - também trás tranquilidade. Sabemos pela última passagem que como executivo, Mattos pode formar boas equipes. A base da equipe do rival, que hoje é o melhor time do Brasil, foi montada por ele mesmo em 2020. Me preocupa um pouco o fato dele contratar bastante, vide sua altíssima média de contratações por temporada nos últimos trabalhos e na sua última passagem. Teremos menos espaço para erros. Mas sem sombra de dúvidas, é o profissional brasileiro mais capacitado - e um dos mais vencedores - livre no mercado.
É sempre importante ressaltar que esses processos podem não acontecer bem como esperamos. Há diversos clubes europeus, por exemplo, que viveram a empolgação a serem comprados por grandes fundos mas acabaram amargurando baixos investimentos e má performance. Mas o ponto principal é que o dinheiro da venda salva a instituição no nosso caso. É o respiro do clube. E que possa nos ajudar a, pelo menos, voltarmos a dignas campanhas. Esses três últimos anos foram doídos, mas nunca tivemos dúvidas de que um dia voltaríamos. Como diz nosso próprio hino: tão combatido, jamais vencido.
Voltaremos.
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