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O dia em que descobri que não amo o futebol

           O Atlético Mineiro é merecidamente o campeão do Campeonato Brasileiro. Dominante de ponta a ponta, o time não só levantou a taça quanto jogou o melhor futebol do Brasil durante quase todo ano. O nome do futebol brasileiro hoje - Givanildo Vieira de Souza -, chegou a ser questionado. Mas mostrou a quem veio. O grito estava entalado, a final de contas, se passaram 50 anos. Circunstâncias não lhes faltaram, para ser sincero. Mas peço licença ao atual campeão para falar de mim.          Eu sou cruzeirense e está é uma das poucas certezas que me seguem. O Cruzeiro hoje, apesar da constante fagulha da esperança, me trás muitas tristezas. O meu amor pelo clube é maior que isso, óbvio. Mas esse amor me permitiu entoar gritos do maior rival hoje. E me sentir feliz por eles.          Como disse no próprio título, descobri hoje que não amo o futebol. Estava em um bar, em Belo Horizonte, repleto de atleticano...

Tão combatido, jamais vencido

           O sentimento do cruzeirense neste fim de ano, mesmo que melancólico por mais uma horrenda campanha na Série B do Campeonato Brasileiro, é de que dias melhores virão. Nessa semana o Cruzeiro fez a solicitação de registro de sua Sociedade Anônima - talvez a única salvação que o clube possa ter. A esperança segundo previsões da diretoria, do presidente Sérgio Santos Rodrigues, e do CEO da XP Pedro Mesquita, é que a venda do clube seja efetuada no primeiro trimestre de 2022.          O perfil que mais deu certo até então na série B para o Cruzeiro Esporte Clube, foi de treinadores experientes. Em 2020, Felipão evitou com que o time caísse para a série C. Em 2021, Luxemburgo fez campanha parecida. Talvez, muito em função do ambiente fragilizado e da pressão descomunal que vive o Cruzeiro. Salários atrasados, cobranças atrás de cobranças, punições da FIFA, instabilidade política e insatisfação do torcedor são alguns dos fatores...